Por professor Vitor Marques, Mestre em enfermagem – EEUSP, Enfermeiro intensivista UTI – EEUSP, Fisiologista do envelhecimento e movimento – FMUSP, Especialista em Envelhecimento e Reabilitação.
As precauções em saúde são ações de biossegurança que devem ser adotadas por todas as pessoas que circulam em ambientes de saúde – profissionais de saúde, equipe de apoio, cuidadores de idosos, enfermagem domiciliar, acompanhante hospitalar, familiares – com objetivo de evitar que microrganismos capazes de provocar doenças infecciosas transmissíveis sejam:
- Trazidos de ambiente externo para instituições de saúde;
- Trazidos de ambiente externo para o ambiente de saúde;
- Levados do ambiente de saúde para o ambiente externo;
- Levados de um paciente para o outro dentro da própria instituição;
- Levados de um paciente para os profissionais de saúde no posto de enfermagem, elevador, escadas, refeitórios, etc.
Microrganismos estão presentes nas mãos dos pacientes, do acompanhante hospitalar, do cuidador de idoso, da enfermeira domiciliar, bem como em todos os objetos e utensílios pessoais ou hospitalares, em especial, os que estão próximos ao paciente.
A base das formas de precaução contra disseminação de microrganismos é a Precaução Padrão, a qual deve ser seguida por todas as pessoas que estejam no ambiente hospitalar, em assistência domiciliar ou internação domiciliar (home care):
– Pacientes – Familiares – Enfermagem domiciliar
– Cuidador de idosos – Médicos – Fisioterapeutas
As medidas de Precaução Padrão visam evitar as possibilidades de disseminação de microrganismos, invisíveis a olho nu, por todas as pessoas que entram em instituições de saúde assim como aquelas que executam procedimentos em assistência domiciliar ou participam da internação domiciliar (homecare).
As medidas de Precaução Padrão devem ser adotadas por todos, independente da suspeita ou não de infecções por parte dos pacientes.
Essas medidas, muitas vezes, são negligenciadas, ou até mesmo desconhecidas, pelo acompanhante hospitalar ou cuidador de idosos que atuam sem a supervisão e o direcionamento de um enfermeiro.
Segundo orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, as medidas de Precaução Padrão são:
- HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS:
Todas as pessoas, profissional de saúde ou acompanhante hospitalar, devem, obrigatoriamente, lavar as mãos antes e após contato com paciente, após o contato com as superfícies próximas ao paciente, após o contato com objetos e utensílios do paciente ou utilizados por ele e, entre dois procedimentos realizados no mesmo paciente. As mãos devem ser lavadas mesmo após a retirada das luvas de procedimento.
- LUVAS:
Sempre, deve-se usar luvas de procedimento, quando houver quaisquer possibilidades contato das mãos do profissional de saúde, do cuidador de idoso ou do acompanhante hospitalar com sangue ou líquidos potencialmente infectantes.
- AVENTAL:
O uso de avental deve ser feito sempre que houver quaisquer possibilidades de contato, da pele ou das roupas do profissional de saúde, do cuidador de idoso ou do acompanhante hospitalar, com sangue ou líquidos potencialmente infectantes.
- MÁSCARA, ÓCULOS, PROTETOR FACIAL:
É totalmente recomendável uso de máscara e óculos ou protetor facial sempre que houver possibilidade de respingos de sangue ou líquidos potencialmente infectantes na face do profissional de saúde.
- PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM MATERIAIS PÉRFURO-CORTANTES:
Os profissionais de saúde devem ser zelosos quanto ao uso e descarte de materiais perfurantes e cortantes. Cabe salientar que o reencape desses materiais é totalmente proibido por quaisquer pessoas e, o transporte destes materiais deve ser feito com cuidado, evitando-se acidentes. As caixas de descarte devem ser dispostas em locais visíveis, de fácil acesso.
- DESCONTAMINAÇÃO DE SUPERFÍCIES:
A descontaminação de superfícies deve ser feita sempre, principalmente quando houver presença de sangue ou líquidos potencialmente infectantes nas superfícies próximas ao paciente, assim como nos objetos e utensílios do paciente ou utilizados por ele.
- ARTIGOS E EQUIPAMENTOS:
Artigos utilizados devem ser submetidos à limpeza e desinfecção ou esterilização, antes de serem utilizados em outro paciente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Precaução padrão. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/precaucoes_a3.pdf
- Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ: Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Limpeza e Desinfecção de Superfícies. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/biblioteca/seguranca-do-paciente-em-servicos-de-saude-limpeza-e-desinfeccao-de-superficies/
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas do Triângulo Mineiro: Protocolos de Controle de Infecção. Disponível em: http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/148046/PRECAUCOES_PADRAO_-_ISOLAMENTOS.pdf/6b64a273-36d4-4261-924c-f8d3f9d651c1
- Sol-Millennium. Biossegurança Hospitalar: Procedimentos Especiais para Precaução de Agentes Infecciosos. Disponível em: https://sa.sol-m.com/noticias/biosseguranca-hospitalar-procedimentos-especiais-para-precaucao-de-agentes-infecciosos/

