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25/06/2026 | Artigos

Precauções Para Aerossois

Por professor Vitor Marques, Mestre em enfermagem – EEUSP, Enfermeiro intensivista UTI – EEUSP, Fisiologista do envelhecimento e movimento – FMUSP, Especialista em Envelhecimento e Reabilitação.

   As precauções em saúde são medidas de segurança adotadas com objetivo de evitar que, microrganismos capazes de provocar doenças infecciosas transmissíveis sejam:

  • Trazidos de ambiente externo para instituições de saúde;
  • Levados de instituições de saúde para o ambiente externo;
  • Levados de um paciente para o outro dentro em instituições de saúde;
  • Levados de um paciente para os profissionais em ambientes de saúde.

   A  transmissão  de  microorganismos  por  via  aérea  ou  respiratória  é  dividida em transmissão por gotículas ou por aerossóis1. Os aerossóis são pequenas partículas que podem permanecer suspensas no ar por longos períodos, causando infecção em indivíduo suscetível2

   O termo aerossol designa a dispersão no ar de partículas com dimensões inferiores a 100 µm (micrômetros).

   Tais suspensões incluem poeiras, fumos, cinzas, nevoeiros e “sprays”, e suas dispersões aéreas variam enormemente nas suas propriedades físicas e químicas dependendo da natureza das partículas suspensas, da sua concentração no gás, do tamanho e forma, e da homogeneidade espacial da dispersão.

   A transmissão de doenças por aerossóis ocorre  por  partículas  eliminadas  durante  a  respiração,  fala,  tosse  ou espirro (<5µ) que quando ressecados permanecem suspensos no ar por horas, atingindo outros ambientes, inclusive áreas adjacentes, pois  podem  ser  carreadas  por  correntes  de  ar. 

   Como  exemplos  têm:  M. tuberculosis, Sarampo, Varicela, Herpes Zoster, SARS-Covi-1 (gripe aviária) e SARS-Covi- (Covid-19, novo coronavírus).

   Os pacientes com diagnóstico médico de doenças transmissíveis por aerossóis devem ser mantidos em isolamento em quartos privativos sempre com as portas fechadas e, se possível, com as janelas sempre abertas para que haja a circulação de ar do quarto para o meio ambiente externo. Caso houver antessalas, as portas da antessala e do quarto NUNCA devem permanecer abertas ao mesmo tempo.

   O cuidador de idosos ou o acompanhante hospitalar, quando orientado e supervisionado por um enfermeiro, toma conhecimento de que as partículas dispersas em aerossóis podem percorrer vários metros de distância e permanecem suspensas no ar por várias horas.

   Estudos recentes tem sugerido que SARS-CoV-2 permanece contaminante em aerossol por aproximadamente três horas e em superfícies por até nove dias.

   Com esse conhecimento e supervisão, o cuidador de idosos e o acompanhante hospitalar pode auxiliar o hospital no combate à disseminação desse agente patológico.

   A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA preconiza as seguintes medidas para Precauções Respiratórias para Aerossóis:

 

 

QUARTO

Privativo  obrigatório.

O cuidador de idosos e o acompanhante hospitalar deve deixar a porta  sempre fechada.

MÁSCARA
PFF2 – N95

Obrigatório.

Devem ser usadas por profissionais de saúde, profissionais da equipe de apoio, cuidador de idosos ou acompanhante hospitalar em todo momento que permanecer dentro do quarto.

MÃOS

Obrigatório.

Profissionais, cuidador de idosos e acompanhante hospitalar deve higienizar as mãos antes e após o contato com o paciente ou utensílios e equipamentos existentes no quarto.

MÁSCARA
CIRÚRGICA

Usada pelo paciente sempre que este precisar sair do quarto privativo.

 

   A máscara N-95 possui  capacidade  de  filtrar  partículas menores de 3µm  de  diâmetro, protegendo assim os profissionais de saúde, cuidadores de idosos, acompanhante hospitalar e quaisquer outras pessoas que inalarem ar com aerossóis dispersos.

   As medidas de precaução contra aerossóis devem ser adotadas, por profissionais de saúde, cuidadores de idosos e acompanhante hospitalar, sempre que houver suspeita da possibilidade do paciente transmitir microrganismos que se propagam por aerossóis.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas do Triângulo Mineiro: Protocolos de Controle de Infecção. Disponível em: http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/148046/PRECAUCOES_PADRAO_-_ISOLAMENTOS.pdf/6b64a273-36d4-4261-924c-f8d3f9d651c1
  2. Sol-Millennium. Biossegurança Hospitalar: Procedimentos Especiais para Precaução de Agentes Infecciosos. Disponível em: https://sa.sol-m.com/noticias/biosseguranca-hospitalar-procedimentos-especiais-para-precaucao-de-agentes-infecciosos/
  3. ALVES, C. Aerossóis atmosféricos: perspectiva histórica, fontes, processos químicos de formação e composição orgânica. Química Nova vol.28 no.5 São Paulo Set./Out. 2005. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422005000500025
  4. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Precaução para aerossois. Disponível em: https://www.segurancadopaciente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cartaz-005-precaucoes-para-aerossois.pdf
  5. Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ: Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Limpeza e Desinfecção de Superfícies. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/biblioteca/seguranca-do-paciente-em-servicos-de-saude-limpeza-e-desinfeccao-de-superficies/
  6. Ministério da Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica – CVE: Precauções por aerossóis. Disponível em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/infeccao-hospitalar/img/ih19_aerossois_contato.pdf

 

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